Esperei por ti de todas as vezes em que foste embora, mesmo sabendo que sempre que partias te ias perder nos braços dela e fazer-lhe juras de amor, daquelas que nunca me fizeste... Mesmo que nunca to tenha dito, tu sabia-lo, até melhor que eu, sabias que eu estaria aqui, sempre que por ironia do destino tu quisesses voltar.
E voltaste, voltas sempre. Andamos nisto à anos, neste jogo de gato e rato, nunca dizes que me amas, mas sempre vens, quando o teu outro amor te deixa ou te troca, é sempre em mim que encontras o teu porto de abrigo. Porque tu sabes, sabes que eu estarei aqui, que sempre aguardo que voltes, que sempre desejo no mais íntimo do meu ser que de novo ela te parta o coração e tu te venhas consolar em meu abraço. E espero, espero não porque não me fira esta tua forma de me ter, mas o meu coração sempre me engana e me diz que desta vez vieste para ficar, mas nunca ficas. E hoje eu vi, eu sei, eu senti pelo teu jeito de me olhar que a tua partida não tardará, mas desta vez não esperarei, não porque te ame menos do que em qualquer outro dia mas porque não tenho mais condições de aguentar a angústia da tua ausência em mim. Por isso parte, regressa aquela paixão que tanto anseias mas parte sabendo que caso te percas no caminho e queiras voltar ao meu abrigo, nesse momento quem já partiu fui eu.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Onde andas tu meu amor?
Procurei-te em cada lugar meu, na esperança de te encontrar num dia qualquer, no decorrer de mais um dia banal. Tardaste em chegar e eu não entendia... Onde andavas tu meu amor? Não te vi chegar, porque na realidade estiveste sempre aqui e eu, eu nem dei fé de ti. E um dia, num dos muitos em que partilhamos horas de cumplicidade e sorrisos, entendi que só era mais feliz quando estava contigo, que só o teu respirar afagava a minha alma e que a tua voz fazia disparar o meu coração. E foi sempre assim, e por essa mesma razão, por teres feito sempre parte de mim demorei para entender que não te encontrava porque sem saber já te tinha encontrado.Sei que ainda não me encontraste e que ainda partilhas com outros, o tempo que é meu. Sei que ainda te perdes em paixões fugazes e sem sentido, que como tu próprio dizes não te enchem o coração. Ainda não te disse que estava aqui, que não precisavas procurar mais, porque sei que um dia, num dos muitos que ainda passarás comigo vais acabar por entender tal como eu percebi que só eu te encho a alma, que o teu tempo é meu e o meu é teu. E nesse preciso momento vais parar de procurar porque vais saber que sem querer já me encontraste.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O amor é complicado
O amor é complicado. E é assim para todos, afinal de contas não há ninguém que nunca tenha sofrido por amor...
Ainda assim há diferentes modos de amar, há pessoas que amam com facilidade, mas com toda a intensidade e que tão depressa se desapaixonam. Outros ainda que tardam em entregar o seu coração e quando o fazem acreditam que o deram para sempre, sem perigo de devoluções. Por fim, existem ainda aqueles que acreditam que nunca amam, ou que crêem que isso pode ser substituído por aventuras de uma noite ou paixões fugazes, sem obrigações, nem compromissos. Parecem tão diferentes, não é? E talvez o sejam em alguns aspectos, mas a verdade é que todos procuramos o mesmo, alguém que nos faça feliz, que nos complete, que esteja lá. Porque com ou sem compromissos, com paixões fugazes ou promessas de amor eterno, todos nós queremos acordar de manhã e ter alguém do lado, ter alguém que nos ligue só para dizer que nos ama. E nisso não diferenças, todos queremos ser amados e amar, só nos diferenciamos pelo modo como evitamos que isso nos magoe.
Ainda assim há diferentes modos de amar, há pessoas que amam com facilidade, mas com toda a intensidade e que tão depressa se desapaixonam. Outros ainda que tardam em entregar o seu coração e quando o fazem acreditam que o deram para sempre, sem perigo de devoluções. Por fim, existem ainda aqueles que acreditam que nunca amam, ou que crêem que isso pode ser substituído por aventuras de uma noite ou paixões fugazes, sem obrigações, nem compromissos. Parecem tão diferentes, não é? E talvez o sejam em alguns aspectos, mas a verdade é que todos procuramos o mesmo, alguém que nos faça feliz, que nos complete, que esteja lá. Porque com ou sem compromissos, com paixões fugazes ou promessas de amor eterno, todos nós queremos acordar de manhã e ter alguém do lado, ter alguém que nos ligue só para dizer que nos ama. E nisso não diferenças, todos queremos ser amados e amar, só nos diferenciamos pelo modo como evitamos que isso nos magoe.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Desta vez
Estávamos ali sentados à horas, sem dizer uma única palavra, a noite já caíra e estava frios, mesmo que eu não o sentisse. o silêncio era quase ensurdecedor, na minha cabeça sentia um turbilhão de ideias e aquela sensação de ter mil e uma borboletas na barriga não passava, mesmo após tantas horas ali tão perto de ti. Mas este silêncio...Só queria que dissesses algo, ou que eu fosse capaz de fazê-lo, mas não queríamos. Não, não queríamos, porque sabíamos , eu e tu, que no momento em que disséssemos algo já nada voltaria ao que era.
E sim, eu também tinha medo, talvez até mais do que tu, mas nunca consegui ficar com nada por dizer e tu sabias disso muito bem. cada segundo pareceu uma eternidade e por muito que eu evitasse sentia os meus olhos inundarem-se de lágrimas e magoava tanto, tanto como da vez em que me disseste que nunca existiu um nós e que já não querias estar aqui. Não, não o irias fazer de novo, porque não era preciso, foi tão claro da vez em que o fizeste mas o que quer que dissesses ia doer na mesma, pois eu sabia que por muito doloroso que fosse, a nossa história precisava de um fim... Levantei-me e tornei-me a sentar, mas desta vez à tua frente, não dava para adiar mais e eu, eu tinha que saber porquê. Olhei-te nos olhos sem receio que notasses que chorava e perguntei, sem rodeios, nem conversas de circunstâncias, o tempo que teríamos para isso já se gastara.
- "Porquê? Porquê que de um dia para o outro saíste da minha vida, sem teres dado sequer uma oportunidade a este amor? Porquê que o mataste mesmo antes dele se materializar e ser algo real? Porque fugiste quando eu só queria que vivêssemos este amor? Aquele que negaste existir, mas que eu sei, ambos sabemos que ele era real. Diz-me!"
Ficaste incrédulo, parado, pálido. Sim, fiz demasiadas perguntas, mas no fundo todas questionam o mesmo e tu, tu só ficaste sem saber o que dizer.
Passados uns bons minutos em silêncio, finalmente respondeste:
-"Porque estar contigo ia mudar tudo, tudo o que tinha, todo o meu mundo... E eu, eu não gosto de mudanças."
Sorri enquanto as lágrimas rolavam descontroladas pela minha face. Olhei-te e disse:
-"Engraçado como passados tantos meses juntos, tu nunca percebeste nada, ainda não percebes. nunca quis mudar o teu mundo, só queria que tivesses tido coragem de mudar o meu..."
Levantei-me e parti, e desta vez para sempre.
E sim, eu também tinha medo, talvez até mais do que tu, mas nunca consegui ficar com nada por dizer e tu sabias disso muito bem. cada segundo pareceu uma eternidade e por muito que eu evitasse sentia os meus olhos inundarem-se de lágrimas e magoava tanto, tanto como da vez em que me disseste que nunca existiu um nós e que já não querias estar aqui. Não, não o irias fazer de novo, porque não era preciso, foi tão claro da vez em que o fizeste mas o que quer que dissesses ia doer na mesma, pois eu sabia que por muito doloroso que fosse, a nossa história precisava de um fim... Levantei-me e tornei-me a sentar, mas desta vez à tua frente, não dava para adiar mais e eu, eu tinha que saber porquê. Olhei-te nos olhos sem receio que notasses que chorava e perguntei, sem rodeios, nem conversas de circunstâncias, o tempo que teríamos para isso já se gastara.
- "Porquê? Porquê que de um dia para o outro saíste da minha vida, sem teres dado sequer uma oportunidade a este amor? Porquê que o mataste mesmo antes dele se materializar e ser algo real? Porque fugiste quando eu só queria que vivêssemos este amor? Aquele que negaste existir, mas que eu sei, ambos sabemos que ele era real. Diz-me!"
Ficaste incrédulo, parado, pálido. Sim, fiz demasiadas perguntas, mas no fundo todas questionam o mesmo e tu, tu só ficaste sem saber o que dizer.
Passados uns bons minutos em silêncio, finalmente respondeste:
-"Porque estar contigo ia mudar tudo, tudo o que tinha, todo o meu mundo... E eu, eu não gosto de mudanças."
Sorri enquanto as lágrimas rolavam descontroladas pela minha face. Olhei-te e disse:
-"Engraçado como passados tantos meses juntos, tu nunca percebeste nada, ainda não percebes. nunca quis mudar o teu mundo, só queria que tivesses tido coragem de mudar o meu..."
Levantei-me e parti, e desta vez para sempre.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Será que voltas amanhã?
Podia dizer que já não te amo, faço-o inúmeras vezes. Muito mais para mim e por mim do que para os outros, acho que no fundo ainda anseio que se o fizer, se disser a mim mesma que já não te espero, que já não te quero, então isso será verdade. É certo que até agora não tem resultado, talvez porque espero que aconteça o que sempre acontece, tu nunca estás ausente... Vais embora por uns tempos, sem nunca dizer adeus e eu sei que nunca o dizes porque nunca partes de facto. Desapareces da minha vida, mas o vazio, esse nunca o sinto, pois mais tarde ou mais cedo há algo que te faz voltar. Regressas como partes, sem aviso, sem sequer uma palavra. E eu gosto, gosto que nunca digas adeus e que voltes. Quando voltas tudo muda, transformas os meus dias cinzentos em dias de sol, iluminas o meu olhar e fazes-me sorrir, tornas as minhas noites mais quentes e enches o meu coração de amor. E de cada vez que nos amamos e depois o sono teima em chegar confesso que receio acordar no dia seguinte e tu já teres partido, como sempre fazes. Mas agora, agora já não tenho medo, pois sei que mesmo que acorde e tu já não estejas, daqui a um tempo, muito ou pouco não sei, mas sei que voltarás, como sempre voltas, sem motivo, sem aviso, quando eu menos te espero, quando eu já menti a mim mesma vezes e vezes sem conta e finjo que afinal não quero que voltes. Mas a verdade é que ao anoitecer sempre penso: Será que voltas amanhã?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Amo-te
Podia escrever mil e uma palavras como sempre faço, fazer imensas metáforas e encher esta página de frases bonitas, mas acho que uma única palavra diz tudo o que sempre te quis dizer:
Amo-te!
E creio que isto foi mais e maior do que qualquer outra coisa que alguma vez te tenha dito.
Amo-te!
E creio que isto foi mais e maior do que qualquer outra coisa que alguma vez te tenha dito.
domingo, 11 de abril de 2010
Mais fácil não te ver
Amei-te mais do que a qualquer outro homem, mesmo que tu não visses. Amava cada gesto teu, cada sorriso, cada vez que dizias algo parvo e mesmo que ninguém entendesse porquê eu ria como se fosse a coisa mais engraçada do mundo. Amava-te tanto que estar contigo chegava, que ter-te por perto já me fazia tão feliz. E nesses momentos sentia que te amava mais do que nunca.
Esperei pelo dia em que me dissesses que me amavas também, pois achava que esse dia ia chegar mas não chegou. E por alguma razão tu nunca entendeste que eu o esperava. Tornou-se cada vez mais difícil ter-te e não te ter. Continuava a adorar cada minuto que passávamos juntos, cada carinho que me davas, cada vez que o telemóvel tocava e eras tu, só para dizeres que tinhas saudades minhas. Sim continuava a adorar ter-te por perto mas com o tempo doía cada vez mais ter-te tão perto e não poder ter-te comigo, não te poder sentir meu. Era como um emaranhado de sentimentos quase antagónicos, uma felicidade extrema por estar contigo e ao mesmo tempo uma dor tão sufocante por não poder ter mais… E um dia, um dia soube que te amava mais do que em qualquer outro dia que passamos juntos e mais do que alguma vez me permitirei a amar de novo.
- “Se me amavas tanto, porque foste embora e desististe de mim?”
-“Porque te amava tanto, tanto que era mais fácil não te ver do que estar contigo e não te ter.”
Esperei pelo dia em que me dissesses que me amavas também, pois achava que esse dia ia chegar mas não chegou. E por alguma razão tu nunca entendeste que eu o esperava. Tornou-se cada vez mais difícil ter-te e não te ter. Continuava a adorar cada minuto que passávamos juntos, cada carinho que me davas, cada vez que o telemóvel tocava e eras tu, só para dizeres que tinhas saudades minhas. Sim continuava a adorar ter-te por perto mas com o tempo doía cada vez mais ter-te tão perto e não poder ter-te comigo, não te poder sentir meu. Era como um emaranhado de sentimentos quase antagónicos, uma felicidade extrema por estar contigo e ao mesmo tempo uma dor tão sufocante por não poder ter mais… E um dia, um dia soube que te amava mais do que em qualquer outro dia que passamos juntos e mais do que alguma vez me permitirei a amar de novo.
- “Se me amavas tanto, porque foste embora e desististe de mim?”
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